Digo eu Reginaldo A Coutinho que entre os bens livres e desembargados de que sou legítimo senhor e possuidor, há um “eu-lírico” de nome Reggys Coutinho filho de minhas ideologias e de meus sentimentos, e tanto ele como seus “filhos”, “consanguíneos” ou “bastardos”, gozarão dentro deste regime democrático a liberdade de expressar-se livremente, cuja liberdade é do dia de meu nascimento até além de minha morte. Pois esta liberdade que o faço é de minha livre vontade e sem constrangimento algum.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Felicidade
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Cicatrizes
Lamento.
Este post é um desabafo, triste, sujo e porco. Lamento por ter que ler isso.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Ensaio sobre a insônia

As piores de todas as noites são aquelas em que o cansaço físico não se equilibra ao mental. É quando, sem perceber, deixo a loucura provocada pela embriaguez da razão que, por se sentir ainda ativa, não permite que o descanso mítico das fantasias, que traduzimos como sonhos, pousem em nossas janelas mentais desligando os nossos conscientes. São noites que me torturam por não me deixar racionalmente perceber se o motivo das minhas insônias se realiza porque quero estar com você ou se estou sempre querendo estar com você porque tenho insônias.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Justa Injustiça
Ser melhor a custa de humilhações alheias é o que desejo, porque minha intenção é ser tão grandioso quanto você.
Ambiciono te trair mais de uma vez. Não na carne, essa não dói tanto, mas aspiro te trair em espírito, depois, soberanamente, pedir-te desculpas, e continuando o discurso após essa inverdade, com os olhos serenos e castanhos, apeteço apontar os teus olhos numa sedução unilateral, e estuprar o amor mencionando as tais palavras que, sinceramente quando dirigidas a você, são insinceras - “te amo”.
Cobiço, depois de tudo, admirar a minha obra altivamente. Traindo-me, almejarei provar a mim mesmo que aquilo que consegui te rebaixando – e como será bom fazer isso – terá um valor imenso a mim, mesmo que inconscientemente eu saiba que não.
Provarei ao mundo que sou inocente, que errado nessa estória patética que criarei será você. Direi ao mundo, cretinamente, que você me traíra, que sou superior porque eu conseguira te perdoar, e ciclicamente conspurcarei o amor e direi a todos que ainda te amo apesar dos pesares.
Pra finalizar o meu ideal de vida, direi que não tenho apegos materiais, mas não deixarei nenhum centavo ao pobre da esquina, se é que existe pobre. Mostrarei a todos que sou forte perante a injustiça justa que você há de acometer para comigo por meio de palavras e/ou ações. Mostrando o meu lado espiritual, profanarei a Deus dizendo que este fará justiça, pois até “essezinho’ será contra você. E só então concluirei o meu objetivo de ser no mínimo parecido com você, pois superior é impossível, já que você é o núcleo de um átomo.
Ironias a parte, não esqueça que um átomo não compõe uma molécula sozinho.
Reggys Coutinho
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Conversa Íntima

Poderia eu devanear sobre sentimentos que nem sei se existem?
Não!
Mas se sinto, então existem?
Não!
A única coisa que existe de verdade é a certeza de que nada existe para aqueles que têm dúvidas sobre a existência de algo.
O que se sente é apenas teu!
Se você decide entregar esse sentimento, se é que ele existe, a alguém, então estará dando o melhor de si à pessoa. Mas nada lhe garante que este sentimento realmente exista.
Hoje estou lhe entregando meus sentimentos. E esses me basta saber que existem, mesmo porque, se houve um devaneio, transitório, pequeno ou não, a partir daquele momento ele passou a existir.
domingo, 29 de abril de 2007
Sou a Arte e o Artista
Sou um artista da arte não existente na arte. Sou a arte nos olhos dos leigos. Sou abstrato da vida concreta, imaginário, ilusão da razão. Sou aquele que em ti não confia. Sou aquele que realmente acredita que de teus lábios belos e delicados não brotam verdades, e mesmo assim, esperançosamente acredita em tua profecia.
Sou um artista morto por viver demais. Sou a morte que fertiliza o primeiro ar tragado pelos teus pulmões, matando-te a partir daquele momento.
Sou a escultura feita de órgãos, amontoados, encaixados, esculpidos por mãos invisíveis. Sou uma alma esculpida pelo meu caráter. Sou uma música tátil, sou um instrumento ainda não tocado, inocente, arranhado pelo tempo, mas de essência virgem, casto.
Sou uma tela, um pano, um nada. Sou tudo o que tu poderias ter. Sou um ator, uma atriz, um usurpador de mim mesmo. Sou um fantasma de tuas crenças. Sou tudo em ti e tu não és nada
